Tem hora que a gente muda e não temos certeza se a mudança é boa ou ruim. Sabemos que precisamos aprender a conviver com ela. Mas como se aprende a conviver com as mudanças quando sequer queremos mudar?
É difícil se desfazer dos momentos/pessoas/objetos passados quando sabemos que eles não voltarão. Mais difícil ainda é reconhecer que o que passou realmente não mais voltará, mas quando você aceita e decide parar de remar contra a maré, tudo se torna um pouco mais fácil. Automaticamente você se abre para as novidades, para as pessoas e enxerga que em volta há muito mais para se ver e conhecer.
Depois de tanto achar que nada mais seria bom o bastante, as opções começam a surgir. Em um primeiro momento, essas opções te bagunçam, confundem e desesperam. Parece que há um saco de pedras e tijolos caindo sobre o corpo. O peso disso tudo te faz cair no chão e achar que está tudo dando errado. Como se num jogo de quebra- cabeças as peças não encaixassem. A frustração recomeça, o futuro parece ser algo inexistente e os questionamentos sobre a própria existência voltam a perturbar a mente. Os dias parecem mais longos e indesejáveis. Há o desejo de estar em outro corpo, invejar outra pessoa, ser diferente, ser qualquer outro ser. Esse sentimento que poucos entendem é difícil de explicar. Não é a tristeza que define, nem há definições certas para esse tipo de sentimento. Logo, quando a mente acalma e você volta para si, pode perceber que nada está perdido e sabe que algo precisa ser feito para toda essa bagunça não voltar. Por enquanto a vida parece mais calma. Você passa a aceitar as mudanças e até sente um pingo de tranquilidade ao saber que a vida pode tomar diferentes rumos dependendo da opção que for escolhida. Entende que ter pessoas novas em volta é bom e elas podem te ajudar e até deixam um pouco mais feliz. E no final, quando a tranquilidade é maior que o desespero, abre espaço para o que há de novo e deixa as novidades fluírem. Você se reintegra, renasce e volta à existência, encontra a própria paz.